A amamentação e os benefícios da Respiração Conectada “Rebirthing”

Todos sabemos que quando um bebé nasce, este deve ser imediatamente colocado no peito da sua mãe e assim iniciar a descoberta dos seus seios rumo à sua fonte de calor e alimento. Observamos isto na natureza com todos os mamíferos e respetivas crias.

Mas infelizmente não o fazemos mais. E infelizmente a maioria de nós não teve esta experiência.

Ensinamos nas escolas que somos mamíferos, mas deixámos de ser crias. Não permitimos mais o reencontro com o natural logo desde o início.

Muitos bebés assim que nascem, são “levados” para lavagem e serem vestidos para depois irem ao encontro das suas mães, “arranjadinhos”. O “programa” destes bebés começa naquele momento: primeiro o prático, depois o amor e a nutrição. Em adultos vivemos este sentimento acerca do mundo que nos rodeia ansiando pelo amor e nutrição que não recebemos em primeiro lugar, e vivemos de forma automática no prático sem um fim à vista, acreditando que um dia virá o amor, tal como aconteceu quando nascemos.

A forma como nascemos, assim como a forma como fomos amamentados, duração e qualidade da amamentação e como o desmame aconteceu, vão ser factores-chave na percepção adulta que iremos ter do quanto a vida nos dá e o que necessitamos em todas as suas facetas: amor, trabalho, amizades, relacionamentos, sentimentos de auto-suficiencia, e auto-estima, e serão também ser factores-chave para o sucesso ou insucesso de uma amamentação futura, um dia que formos pais/mães e estivermos  nós mesmos a passar por essa experiência.

Amamentar é nutrir o bebé ao nível físico (proporcionando um crescimento saudável com todos os nutrientes que este necessita), ao nível emocional (rodeando-o de sentimentos de protecção, calor, carinho), e ao nível mental (fornecendo gorduras essenciais para o crescimento e desenvolvimento do cérebro). Enquanto o bebé precisa de tudo isto, tudo isto lhe deve ser dado, generosamente, amorosamente, e conscientemente durante o tempo que for necessário e até que este atinja maturidade e não mais precise da sua mãe. É por esta razão que nos países mais desenvolvidos como por exemplo a Finlândia, Suécia, Noruega entre outros, a licença de maternidade estende-se até aos 3 anos de idade.

Acontece que a maioria de nós passou por adversidades durante o seu próprio nascimento e amamentação e se estas adversidades não são re-integradas, no dia que nos tornamos pais e mães e estejamos numa sala de partos ou em casa a ter um filho, ou a iniciar a experiência de amamentação, iremos reconectar-nos com as mesmas e recriá-las. Quando isto acontece e a mãe e /ou pai não têm esta consciência, e é neste momento em que ocorrem as complicações e o inesperado acontece, fazendo com que a bebé seja impedido de uma experiência mais plena de nascimento e amamentação. Freud dizia que: “Até que o subconsciente se torne consciente, este irá comandar a sua vida e você o chamará de destino”.

“Judite é uma mulher na casa dos 45 anos. Durante a maior parte da sua infância e adolescência tinha sentimentos de que os seus pais lhe davam menos do que aos seus irmãos e até mesmo a outros. Lembra-se que o pai dava colo à sua irmã mas não se recorda de alguma vez ter recebido. Recorda-se de ver a sua mãe ofertar na missa e ficar zangada com ela por estar a dar tanto dinheiro e não lhe dar a si. Os sentimentos de escassez, sejam de carinho, atenção, sejam financeiros, predominavam no seu dia-a-dia até ao presente dia, projectando este sentimento de insuficiência em quase todas as áreas da sua vida: na sua vida emocional, ansiava por receber mais amor, na sua vida familiar não recebia a atenção que necessitava, na sua vida profissional queria ter outras funções mas ninguém a promovia… o sentimento de escassez e insatisfação era geral e abrangia toda a sua vida. Um dia decidiu fazer sessões de Renascimento comigo, acedeu a estas memórias e quando percebeu a ligação existente entre o sentimento que tinha e que dizia respeito à sua vida actual e os sentimentos mais antigos decorrentes do seu nascimento e amamentação, e a ligação entre os mesmos, passou a sentir a vida mais plenamente e o amor dos que a rodeavam mais abundantemente. Judite não tinha sido amamentada pela mãe ao contrário dos seus irmãos, a sua introdução aos sólidos tinha sido feita prematuramente, e ansiava pelo peito da sua mãe que nunca iria ter. Integrando as suas memórias mais antigas através desta Técnica de Respiração, mudou a percepção que tinha das várias vertentes da sua vida e dos que a rodeavam. Judite não teve que mudar nenhum elemento externo a si, mas apenas modificar a sua percepção, e escutar e acomodar as suas memórias num lugar mais confortável do seu mundo emocional.”

É nos momentos em que a mulher está em trabalho de parto e a amamentar, que as suas memórias primárias adversas e mais inconscientes estão mais activas, e se esta não as conseguir identificar quando se manifestam e acolhê-las em amor, irá comprometer inconscientemente os processos naturais de nascimento e amamentação.

A minha história: “Quando comecei a amamentar a minha 1ª filha, tive muitas complicações não apenas emocionais como também físicas. Tinha muitas feridas nos seios, sentia que lhe queria dar mais leite mas por causa das dores que tinha, era-me impossível dar-lhe tudo o que ela parecia querer. Um dia em consulta de rotina o meu médico deu-me os parabéns pois a minha filha estava bem, crescia mais do que o normal dos outros bébés, e encorajou-me a continuar a amamentar em exclusivo. Percebi que o diagnóstico daquele médico não era semelhante à minha percepção. Algo não batia certo. Nesse mesmo dia deitei-me na minha cama e pratiquei Respiração Conectada durante cerca de 1 hora. Percebi que a minha filha estava bem e que a minha percepção estava directamente relacionada com as memórias que eu tinha da minha própria amamentação: atribulada, confusa, frustrante, adversa e dolorosa, ao ponto de eu ter somatizado com feridas que sangravam nos meus seios. Depois de um momento profundo de respiração, aceitação e reorganização da minha história, senti-me leve, reenergizada, compassiva comigo mesma, e, quando olhei para a minha filha percebi que a percepção que tinha dela tinha mudado. Falei com ela e disse-lhe que até então não podia amamentá-la dos 2 peitos de cada vez por causa dos ferimentos que tinha. Poucos dias depois as minhas feridas começaram a curar, comecei a amamentar pelos 2 seios de cada vez (anteriormente só conseguia 1 de cada vez) e libertei-me de toda aquela culpa e frustração que não pertencia ao presente. Amamentei durante 6 meses. Quando tive a minha 2ª filha amamentei durante 1 ano e o meu 3º filho durante 2 anos e não mais sofri de ferimentos nem de dificuldades na amamentação.”

São inúmeros os benefícios que se podem retirar desta Técnica de Respiração chamada Rebirthing ou Renascimento. Um dos mais benéficos é sem dúvida o de que quando aceitamos e resolvemos a nossa história, deixamos de causar efeitos colaterais nos que nos rodeiam e mais amamos, e aprendemos a amar sem as amarras do passado, fazendo a vida acontecer de acordo com os nossos objectivos e metas a que nos propomos. Não mais passamos as nossas adversidades para a geração que se segue.

Convido-a/o para um encontro comigo neste mês de Junho! (Brevemente mais informação)

Catarina Tropa

Rebirther, Coach de Auto-Estima, Consultora da Mente

TM +351 (91) 238 23 24 | Whatsapp + 27 (72) 906 32 64

info@catarinatropa.com | www.catarinatropa.com

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